
Guia prático
Como calcular a renda per capita para a bolsa de estudo
O passo a passo do cálculo que sustenta a concessão de bolsa, do grupo familiar aos documentos aceitos de cada tipo de renda...
Para mantenedores e tesouraria
A Concessa aplica o teto por série e por turma, guarda o dossiê de cada bolsista e recalcula a receita líquida a cada concessão. Você assina a renovação sabendo quanto entra de verdade, e não seis meses depois.
Onde a receita vaza
Nenhuma escola perde receita de uma vez só. Ela perde em concessões pequenas, cada uma defensável sozinha, que ninguém soma antes de dezembro.
Irmão, funcionário, pontualidade, convênio da empresa e o abatimento que a direção concedeu na conversa de matrícula entram todos no mesmo contrato. Em março ninguém consegue dizer quem autorizou cada linha, nem qual é o desconto médio real do 7º ano.
A bolsa foi concedida numa situação de desemprego que já passou, mas continua rodando ano após ano porque nasceu sem prazo e sem data de reanálise. A vaga que deveria atender outra família fica presa, e a proporção exigida na certificação é sustentada com dinheiro que já podia ter voltado.
Holerite, conta de luz, contrato de aluguel e declaração de autônomo chegam por e-mail, WhatsApp e papel, e param numa pasta que só a secretaria sabe abrir. Quando a comprovação é cobrada, alguém passa duas semanas reconstituindo caso a caso o que já tinha sido analisado.
A rematrícula abre com a família devendo quatro mensalidades e a resposta de sempre é ampliar o desconto para não perder o aluno. Sem a carteira de inadimplência ligada à decisão de matrícula, a escola financia duas vezes o mesmo prejuízo.
Como funciona
A Concessa não pede que você mude de sistema de cobrança. Ela pega a política que já existe, escrita ou combinada, e transforma em regra que roda antes da concessão.
Você importa a planilha atual de bolsas e descontos e cadastra os tipos que a escola concede, o teto por série e por turma e o que pode ou não acumular. Fica definido também quem tem alçada para aprovar exceção e o que precisa de justificativa registrada.
Antes de responder à família, a tesouraria vê quanto aquele percentual custa até o fim do ano letivo, no aluno, na turma e na série. O número aparece em reais de receita líquida, não em percentual solto.
Cada pedido entra numa fila com documentos anexados, cálculo de renda per capita e parecer de quem analisou. A concessão sai com validade, data de reanálise e responsável, e não como uma linha solta na planilha.
Na campanha de rematrícula, o painel mostra receita bruta, desconto concedido, inadimplência e receita líquida por série. O mantenedor decide olhando a margem de cada turma, com o histórico de cada família ao lado.
O que o sistema faz
Cada recurso resolve um ponto em que a escola perde dinheiro sem perceber. Nada aqui emite mensalidade nem substitui o sistema de cobrança.
Cada tipo de desconto tem limite por série, por turma e por período de matrícula, e a combinação que estoura a política é recusada na hora. Exceção só existe com alçada nomeada, prazo e justificativa registrada.
Antes de conceder, você vê o custo daquele percentual até dezembro, isolado e somado ao que já foi dado na mesma turma. A resposta sai em reais e no novo desconto médio da série.
Cada bolsista tem pasta própria com documentos, composição do grupo familiar, cálculo de renda per capita e parecer assinado por quem analisou. A comprovação sai organizada por aluno e por ano letivo, pronta para a mantenedora e para o contador.
A bolsa nasce com data de fim e com a reanálise agendada antes da abertura da rematrícula. A secretaria recebe a lista do que vence e a documentação pendente de cada família, com prazo para cobrar.
O valor em aberto aparece na ficha do aluno junto com o histórico de acordos e o desconto vigente. A decisão de renovar deixa de ser tomada no impulso do atendimento e passa a seguir uma régua definida pela direção.
Unidades diferentes, políticas diferentes, um painel só. Dá para comparar desconto médio, proporção de bolsas e inadimplência entre as escolas do grupo na mesma tela, por série e por turno.
O que muda
O ganho não é economizar tempo de planilha. É decidir a receita do ano letivo com informação fechada, antes de a campanha abrir.
Você para de discutir com três versões diferentes do mesmo número. O desconto médio sai por série, por turma e por tipo de concessão, com o histórico de quem autorizou cada exceção.
Antes de responder a cada família, a escola sabe qual turma sustenta a concessão e qual já está no limite. A campanha deixa de ser uma sequência de negociações isoladas e vira uma decisão de receita.
O dossiê, a renda per capita e a validade de cada bolsa ficam prontos o ano inteiro, no formato em que serão pedidos. A entidade filantrópica deixa de montar às pressas o que já tinha sido analisado.
A mesma regra vale para quem chega com indicação e para quem chega pelo site. Quando um responsável questiona o desconto do vizinho, existe política escrita, registro de decisão e resposta objetiva.
Por que confiar
O produto ainda está em acesso antecipado e não tem carteira de clientes para exibir. O que dá para mostrar é a base normativa em que ele foi construído e o compromisso de quem escreve.
A certificação de entidade beneficente na área da educação exige a concessão anual de bolsas de estudo na proporção de uma bolsa integral para cada cinco alunos pagantes, com substituição por bolsas parciais na forma prevista em lei. Esse acompanhamento é regra nativa do produto, não relatório montado à mão em julho.
Lei Complementar 187/2021, art. 13A lei das anuidades escolares proíbe suspender prova, reter documento do aluno ou aplicar qualquer penalidade pedagógica por falta de pagamento, e trata a não renovação de matrícula como decisão de fim de ano letivo. A Concessa trabalha dentro dessa moldura: negociação, acordo e decisão de matrícula, nunca constrangimento do estudante.
Lei 9.870/1999, arts. 5º e 6ºO dossiê socioeconômico reúne documentos de pais, irmãos e responsáveis, e a LGPD exige finalidade definida, acesso restrito e prazo de guarda. Tesouraria, serviço social e direção enxergam camadas diferentes, e toda abertura de dossiê fica registrada com usuário, data e hora.
Lei 13.709/2018O produto é desenvolvido junto de escolas que topam abrir a planilha de bolsas e o calendário da campanha, e cada recurso nasce de uma rotina de secretaria ou de tesouraria. Quem entra nesta fase fala direto com quem escreve o código e mantém o preço do acesso antecipado.
Planos
A faixa é definida pelo número de alunos matriculados, não pelo volume de bolsas nem por usuário. Mantenedora com mais de uma unidade entra no plano de grupo.
Escola de uma unidade com até 800 alunos matriculados.
R$297 por mês
Escola de 800 a 1.500 alunos, com secretaria e tesouraria separadas.
R$397 por mês
Grupo escolar com até 5 unidades sob a mesma mantenedora.
R$990 por mês
Valores do acesso antecipado, garantidos por 12 meses para quem entra nesta fase.
Dúvidas
Não emite. O boleto continua saindo do sistema de cobrança ou do banco que a escola já usa. Aqui você importa alunos e contratos, define a política, concede o desconto com registro e devolve para a cobrança o valor já calculado. É por isso que a implantação leva dias e não um semestre.
Você envia a planilha do jeito que ela está, com as colunas que já usa. Fazemos o primeiro mapeamento junto com a sua equipe e transformamos cada linha em aluno, contrato e concessão. Na primeira leitura já sai o desconto médio por série, e as divergências entre versões da planilha aparecem numa lista de conferência.
Serve, e essa foi uma das razões de o produto existir. A proporção de bolsas, o dossiê com renda per capita e a validade de cada concessão são controles nativos, não relatórios montados à mão. A Concessa organiza a comprovação e mantém o histórico por ano letivo, mas quem responde pelo processo de certificação continua sendo a mantenedora com o seu contador.
O acesso é por função. Tesouraria vê contratos e valores, serviço social vê documentos e análise, direção vê resultado, exceções e indicadores. Cada abertura de dossiê fica registrada com usuário, data e hora, e a escola define o prazo de guarda dos documentos anexados.
Pode, e a nova versão passa a valer a partir da data que você definir, sem apagar a anterior. As concessões antigas continuam com a regra da época e ficam marcadas como herança, para você decidir o que fazer na renovação de cada uma. Toda alteração de política guarda autor, data e justificativa.
Com a planilha em mãos, a importação e a montagem da política levam de uma a duas semanas. O ideal é começar dois meses antes de abrir a campanha, para dar tempo de listar as bolsas que vencem e cobrar a documentação pendente das famílias. Se a rematrícula já estiver aberta, dá para entrar primeiro pelo controle de bolsas e deixar o teto por série para a campanha seguinte.
Publicações
Textos sobre política de desconto, análise socioeconômica e decisão de rematrícula, escritos para quem responde pela receita da escola.

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Acesso antecipado
Em uma demonstração de 30 minutos, montamos a sua política de desconto na tela e mostramos o desconto médio por série a partir dos seus próprios dados. Se não fizer sentido para a sua escola, você sai com o cálculo na mão do mesmo jeito.